Desde pequeno não concordo com o esquema de educação vigente... não acredito em "burrice", existem doenças que podem alterar a capacidade de raciocínio e isso é sequela, agora uma pessoa bem formada sem história de doenças nutricionais graves ou neurológicas não pode ser considerada como incapaz.
O que já vi (e bastante) são pessoas que não aprenderam a pensar. Isso! Realmente não aprenderam!
O que leva a uma pessoa aprender a pensar de outra que não? Acredito que apenas os estímulos que recebeu! Como disse não acredito na existência de "burrice", qualquer pessoa que não tenha uma patologia aprende o que gosta ou necessita... então será que o esquema vigente na educação não é falho nesse ponto? Não consigo entender como pode-se "ensinar" (coloco entre aspas não como crítica aos educadores, mas porque acredito na máxima de que não é o professor que ensina e sim e aluno que aprende) à uma classe de trinta alunos da mesma forma independente da origem e realidade de cada um.
É difícil, na minha cabeça, conceber que o que vai estimular uma criança de São Paulo capital é o mesmo de uma do interior do Mato Grosso... nada contra, nem é uma observação pejorativa... mas é uma realidade... vivem em mundos diferentes! Enquanto uma nunca ouviu falar de um metrô a outra nem sabia que frango tinha penas!
Fora isso existe outro fato que comprova minha teoria. O conhecimento deveria ser útil, e dessa forma cumulativo. Porém todos nós sabemos que não é uma realidade! A matéria dada no primeiro ano é pré requisito para o segundo ano, e assim sucessivamente até o final do ensino médio... porém eu não conheço um médico que passaria novamente no vestibular sem ter que estudar toda a matéria novamente! Isso mostra que o conhecimento que foi dado e cobrado foi inútil! Caso contrário seria como aplicar uma prova do terceiro ano à um aluno do oitavo!
Não sou conta conhecimento gerais. Quem me conhece sabe que sou grande fã! Mas tem que ser algo que parte do aluno! O conhecimento precisa ser mais direcionado! Dessa forma o aluno associa melhor e perde menos tempo! Sou médico cirurgião do aparelho digestivo... procuro não pensar sobre os vários anos que perdi com conhecimentos que hoje são completamente inúteis e já nem me lembro mais!
O ensino deveria ser menos formal, mais flexível! O aluno devia ser avaliado pelos suas reais qualidades e não pelo seu "currículo".
Vivemos em uma época em que o conhecimento é abundante e desvalorizado, sendo o que realmente faz a diferença é a capacidade de resolução de problemas, será que estimular nossos filhos a decorar a tabuada é uma boa idéia?
Sejamos coerentes! Hoje Temos Google, Yahoo e outros! Nenhum ser humano irá superá-los! Precisamos de seres pensantes! Esse sim é o diferencial!
Para lembrar de uma dessas matérias que não fizeram sentido na minha vida ("Saúde e Contexto" - dois anos na faculdade), o paradigma precisa mudar!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
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